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Como usar o pensamento difuso e focado para estudar melhor

Por Redação   | 

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Você sabe qual é a melhor maneira de estudar para o Enem, para outro vestibular ou mesmo uma prova da escola?

Muitos dizem que é preciso escolher entre o pensamento difuso e o focado, mas, na verdade, o ideal é combinar esses dois estados para potencializar a aprendizagem.

Neste guia, mostraremos para você o que é cada um desses modos de pensamento e o que você pode fazer para ativá-los. Acompanhe:

  1. O que é o pensamento difuso?
  2. Como ativar o pensamento difuso
  3. E o pensamento focado?
  4. Como ativar o pensamento focado
  5. Combine o pensamento difuso e focado para turbinar seus estudos!

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O que é o pensamento difuso?

O pensamento difuso é pouco explorado no aprendizado, mas é essencial em momentos em que é necessário resolver novos problemas.

Isso porque ele utiliza a parte subconsciente da nossa mente para buscar saídas e soluções por meio dos conhecimentos adquiridos ao longo dos anos.

É como se ele pulasse de ideia a ideia para chegar a um resultado satisfatório e variasse conceitos e áreas distintas para pensar na melhor solução.

Uma das maiores características desse tipo de pensamento é que ele trabalha silenciosamente e o tempo todo, como se estivesse em segundo plano em nosso cérebro. Ele relaciona conceitos recém trabalhados pelo pensamento focado a outros conceitos que já estão armazenados na nossa memória de longo prazo.

Como ativar o pensamento difuso

Para entrar no modo do pensamento difuso, é preciso relaxar e deixar a mente ficar livre. Depois, é só redirecioná-la para o pensamento focado.

Em outras palavras, a melhor maneira de ativar esse método é deixar a tarefa de lado por um tempo para refrescar a cabeça e só depois de um tempo voltar para ela.

Albert Einsten, por exemplo, costumava dar longas caminhadas no campo para ter mais insights sobre a Teoria da Relatividade.

Albert Einstein em caminhada em Princeton, na década de 1930. Créditos: Reprodução YouTube Kean University.Albert Einstein em caminhada em Princeton, na década de 1930. Reprodução YouTube Kean University.

Para ativar o modo difuso, você pode se inspirar no famoso físico alemão ou tentar algumas alternativas. Confira, a seguir, algumas delas.

Faça uma pausa

Pode parecer estranho, mas parar de pensar sobre um problema ou uma tarefa que você esteja fazendo, mesmo que por um tempo, é muito benéfico para que você consiga acessar todo o seu conhecimento prévio mesmo que de forma passiva.

Uma boa dica é ajustar o temporizador do seu celular por 10 minutos, respirar fundo e deixar a mente sonhar acordada.

Medite

Meditar não é tão difícil nem tão chato quanto parece. Basicamente, você só vai precisar encontrar uma posição confortável, relaxar o seu corpo e deixar a sua mente acalmar os pensamentos.

O objetivo é estar ciente dos pensamentos que surgirem e permanecer em estado de atenção a eles, mas sem julgar ou se concentrar em qualquer um deles.

Na verdade, essa é uma prática em que você vai se colocar como observador dos seus pensamentos e não mais como um controlador.

A ideia desse tipo de exercício não é encontrar uma ideia inovadora, mas aumentar a capacidade de criar mais associações.

Existem meditações guiadas que podem ser escutadas gratuitamente em apps e na internet. Pode ser que você se dê melhor com elas.

Outras maneiras de acessar o pensamento difuso

Caminhar, fazer uma pausa e meditar são algumas das formas de acessar o modo difuso, mas existem muitas outras.

Você pode:

  • Praticar algum esporte;
  • Ir à academia;
  • Correr;
  • Dançar;
  • Nadar;
  • Desenhar;
  • Dormir;
  • Navegar na internet;
  • Conversar;
  • Ler;
  • Ajudar o próximo;
  • Assistir a um filme;
  • Orar;
  • Pintar;
  • Tocar uma música.

E o pensamento focado?

O modo de pensamento focado envolve uma abordagem mais direta para a resolução de problemas. Ele é o método mais utilizado para aprender ou compreender algo, assim como para achar a solução para uma questão.

Ao utilizá-lo, o nosso cérebro tenta resolver o que quer que seja de maneira rápida. Para isso, usa alternativas conhecidas e semelhantes, como se só existisse apenas um caminho.

O pensamento focado é ativado pela atenção concentrada, ou seja, ele funciona como se fosse o feixe de luz de uma lanterna: ele foca apenas em uma coisa de cada vez.

O seu pilar é o controle da atenção e, para isso, são usados métodos analíticos, sequenciais e extremamente racionais. Em outras palavras, ele é similar ao estudo ativo.

Ele funciona muito bem quando estamos muito concentrados em uma tarefa ou assunto e até já conhecemos alguns caminhos para achar a solução. A única coisa que precisamos é um pouco de tempo para encontrar o padrão correto para solucionar a questão.

Como ativar o pensamento focado

O pensamento focado é ativado sempre quando é preciso ter concentração em algo.

Geralmente, utilizamos para aplicar um procedimento, coletar informações ou responder perguntas.

Para colocá-lo em prática, você pode:

  • Jogar xadrez e outros jogos mentais que demandem atenção;
  • Analisar dados e transformá-los em conhecimentos e informações;
  • Desenvolver roteiros e scripts — e executá-los depois;
  • Estudar um bloco de informação;
  • Criar um mapa mental;
  • Coletar informações;
  • Fazer apresentações;
  • Tomar uma decisão.

Combine o pensamento difuso e focado para turbinar seus estudos!

O melhor desses dois métodos de pensamento é que você não precisa usá-los separadamente. Você pode combiná-los para ter melhores resultados, mas é preciso treinar essa troca para que ela funcione.

Lembre-se de que o pensamento focado está mais associado ao método, enquanto o pensamento difuso está mais associado à criatividade.

Em primeiro lugar, você precisa olhar o que precisa estudar com uma visão um pouco mais panorâmica. Ou seja, olhar a sequência de capítulos, as imagens, os resumos e as questões.

Faça isso sem focar em nada especificamente, como se estivesse meditando — de acordo com as dicas que falamos acima.

Depois, faça uma pausa e permita que a sua mente vagueie um pouco. Nesse momento, você perceberá que está no modo difuso e, então, o seu cérebro vai começar a criar conexões e caminhos de maneira bem livre. Assim, você criará pequenos espaços para armazenar seus pensamentos posteriormente.

Por último, você precisará voltar ao começo e focar a sua atenção em cada um dos itens que precisam ser estudados. Aqui, utilizar técnicas de memorização podem ajudar. Utilizar o método Honey Alonso ou o método Robinson também pode ser muito útil nessa etapa.

Não se esqueça de fazer algumas pausas de tempos em tempos. Uma boa técnica para isso é o Pomodoro.

Você pode utilizar o método com 25 ou 30 minutos de concentração — para ativar o pensamento focado — e depois, se permitir de 5 a 10 minutos para relaxar e entrar no modo difuso.

Simples, não é mesmo? Para não se perder com o tempo de concentração ou de pausa, você pode usar a função de temporizador ou de despertador do seu computador ou celular.


Viu só como é possível utilizar o pensamento difuso e o modo focado para estudar para o Enem ou outro vestibular? O ideal é mesclar os dois para que você consiga ter um aproveitamento muito melhor desses momentos de estudo e para arrasar na prova!

Entender o que é o pensamento difuso e focado foi útil para seus estudos? Acompanhe o Blog do EAD UCPel para conhecer outros métodos de aprendizagem!